Pesquisadora · Palestrante · Porta-voz

BiaKaoriMi

Pesquisadora brasileira, palestrante e porta-voz de doenças raras, atuando na intersecção entre direitos das pessoas com deficiência, design inclusivo, envelhecimento populacional e relações culturais entre Japão e Brasil. Minha prática é comparativa e interdisciplinar por escolha.

Acessibilidade Envelhecimento Populacional Japão-Brasil Doenças Raras Design Inclusivo
Retrato de Bia Kaori Mi

Herança & Perspectiva

Identidade Nipo-Brasileira

Sou brasileira descendente de japoneses, o que no Brasil chamamos de nikkei. O Brasil abriga a maior diáspora japonesa fora do Japão, com cerca de 2 milhões de pessoas de origem japonesa. Crescer imersa nas duas culturas não foi apenas um dado biográfico: tornou-se a lente estrutural pela qual leio tudo o que pesquiso.

Quando estudo o envelhecimento no Japão, não me aproximo do tema como observadora estrangeira. Quando escrevo sobre acessibilidade no Brasil, carrego comigo um repertório comparativo construído ao longo de uma vida inteira. Estar entre duas culturas não é uma lacuna a ser explicada. É o método.

Bia Kaori Mi na infância

"Minhas experiências como pessoa com deficiência e como mulher nipo-brasileira moldaram uma visão de mundo singular, que compartilho em palestras, cursos e publicações em vários idiomas."

Bandeira do Brasil

Brasil

Nascida e criada em São Paulo. Formação acadêmica na USP. Pesquisa em legislação sobre deficiência, políticas de envelhecimento e estudos comparados Japão-Brasil.

Bandeira do Japão

Japão

Raízes ancestrais, principal contexto de pesquisa e referência linguística. Estudo do idioma japonês em nível de leitura de fontes primárias.

Bandeira dos Estados Unidos

Estados Unidos

Base da militância junto à FD/MAS Alliance. Experiência profissional na Brafton Inc. em marketing de conteúdo e comunicação internacional.

2M+

Nipo-brasileiros, a maior diáspora japonesa fora do Japão. Uma comunidade à qual pertenço e que pesquiso por dentro.

Declaração de propósito

"Não acredito em manter a pesquisa confinada à academia. Para gerar mudança real, precisamos envolver todas as camadas da sociedade."

Bia Kaori Mi

A Versão Curta

Como Cheguei Até Aqui

Meu caminho até este trabalho não foi linear, e não tenho certeza de que gostaria que tivesse sido. Comecei como pesquisadora acadêmica na USP, a Universidade de São Paulo, onde integrei o GEASIA, o grupo de estudos asiáticos vinculado ao NUPRI, o núcleo de pesquisa em relações internacionais. O Japão entrou na minha vida como objeto de estudo e permaneceu como algo consideravelmente mais complexo.

Depois veio o diagnóstico. Viver com displasia fibrosa e síndrome de McCune-Albright transformou a acessibilidade de interesse de pesquisa em condição cotidiana, e mudou o que eu entendia como finalidade da pesquisa. As perguntas que eu vinha fazendo sobre envelhecimento populacional e infraestrutura para pessoas com deficiência deixaram de ser abstratas.

Hoje o trabalho corre em três frentes que se alimentam mutuamente: pesquisa acadêmica e publicação, militância pública por pacientes de doenças raras no Brasil e nos Estados Unidos, e ensino e palestras para públicos que jamais leriam um artigo científico. Nenhuma delas seria tão boa sem as outras duas.

Como Trabalho

Comparativa por princípio. Nada se estuda isoladamente. Japão e Brasil se leem mutuamente.

Experiência vivida conta como evidência. Não no lugar dos dados. Ao lado deles.

A pesquisa sai do prédio. Se ficar só na revista científica, não cumpriu sua função.

Quatro idiomas, um argumento. O público muda. O rigor não.

Doenças Raras

Viver Com, e Falar Por, DF/SMA

Convivo com displasia fibrosa e síndrome de McCune-Albright, uma condição óssea e endócrina rara que atinge um número muito pequeno de pessoas no mundo. Raro significa algo concreto na prática: poucos especialistas, pouca pesquisa publicada no seu idioma e quase ninguém capaz de dizer o que esperar.

Em 2023 tornei-me a primeira porta-voz brasileira de pacientes com DF/SMA na América Latina, atuando com a FD/MAS Alliance no Brasil e nos Estados Unidos. É um trabalho sem glamour e necessário: traduzir material clínico para o português, conectar pacientes que se julgavam sozinhos e garantir que quem fala português não seja o último a receber informação.

Foi também aqui que minha pesquisa e minha vida deixaram de ser assuntos separados. Acessibilidade não é abstração quando você é a pessoa para quem o prédio não foi projetado.

Bia Kaori Mi em evento comunitário da FD/MAS Alliance

Foco de Pesquisa

Pilares de Estudo

Seis áreas que insistem em convergir, seja qual for o ponto de partida.

  • 01

    Envelhecimento Populacional

    O Japão como primeira sociedade superenvelhecida e o que o Brasil pode aprender.

  • 02

    Acessibilidade e Deficiência

    A distância entre o que a lei promete e o que a calçada entrega.

  • 03

    Relações Japão-Brasil

    Intercâmbio diplomático, econômico e cultural entre os dois países.

  • 04

    Doenças Raras

    Representação de pacientes e comunidade para condições raras demais para terem uma.

  • 05

    Design Inclusivo

    O que se constrói quando pessoas com deficiência estão na sala desde o início.

  • 06

    Identidade e Diáspora

    O conhecimento que pertencer a duas culturas produz e que nenhuma delas gera sozinha.

Formação & Reconhecimento

Base Acadêmica

2021

Mestrado em Língua, Literatura e Cultura Japonesa

Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)

Dissertação sobre o Japão como a primeira sociedade superenvelhecida do mundo: seus desafios, o declínio populacional, as respostas de política pública e a condição das mulheres japonesas.

Japão Ásia Oriental Políticas Públicas Envelhecimento Populacional Demografia Geopolítica Sociologia Cultura Imigração

Vínculo desde 2015

GEASIA / NUPRI, USP. Integrante do grupo de estudos asiáticos vinculado ao núcleo de pesquisa em relações internacionais, com concentração em envelhecimento populacional, acessibilidade, políticas para pessoas com deficiência e relações Japão-Brasil.

2016

Bacharelado em Relações Internacionais

Faculdades Integradas Rio Branco (FIRB)

Trabalho de conclusão sobre envelhecimento populacional e relações internacionais, analisando os cinco países com maior proporção de idosos: Japão, Itália, Espanha, Portugal e Grécia.

Geopolítica História Economia Teoria das Relações Internacionais Direitos Humanos Direito Internacional

Prêmios & Honrarias

  • 2015 e 2016

    Certificados de Mérito Acadêmico ×2

    Um para cada um dos 5º e 6º semestres, concedidos à maior média do curso de Relações Internacionais.

  • 2016

    Honra ao Mérito, VI RBMUN

    Menção honrosa por participação exemplar na sexta edição do Rio Branco University Negotiations Model.

Idiomas & Formação Complementar

Credenciais e Qualificações

Bandeira do Brasil

Português

Nativa

Bandeira dos Estados Unidos

Inglês

Fluente. TOEFL iBT 119/120 (2020) · CELTA

Bandeira da França

Francês

Avançado. DALF C2 (2017)

Bandeira do Japão

Japonês

Intermediário. JLPT N2 (2018)

Certificados Selecionados

  • 2023

    Global Health Policy

    Universidade de Tóquio.

  • 2023

    Principles and Practice of Clinical Research (IPPCR)

    National Institutes of Health (NIH).

  • 2020

    Medical Technology and Evaluation

    Universidade de Minnesota.

  • 2020

    Foundations of Virtual Instruction

    Universidade da Califórnia, Irvine.

  • 2020

    Transforming Communities

    Universidade do Colorado Boulder.

  • 2020

    Translation Quality Management

    Universidade Estadual de Tomsk e Palex.

E vários outros em saúde pública, estudos japoneses, marketing digital, tradução, análise de dados e métodos de pesquisa.

Trajetória de Pesquisa e Atuação

Onde o Trabalho Aconteceu

2023 até o presente

Porta-voz de Pacientes, FD/MAS Alliance

Primeira porta-voz brasileira de pacientes com DF/SMA na América Latina, atuando no Brasil e nos Estados Unidos. Construção de comunidade, tradução e representação de pacientes.

2021 a 2022

Voluntária em mais de 20 ONGs

Líder de equipe, gerente de projetos, professora, tradutora, editora e mentora, ampliando o acesso ao conhecimento em todo o Brasil.

2015 até o presente

Pesquisadora, GEASIA / NUPRI, USP

Integrante do grupo de estudos asiáticos vinculado ao núcleo de pesquisa em relações internacionais há mais de uma década. Trabalho comparativo sobre políticas Japão-Brasil, infraestrutura para pessoas com deficiência e envelhecimento populacional, com contribuições em diversos cursos.

Em Resumo

Mais de 10 anos de pesquisa acadêmica.

4 idiomas usados em pesquisa e militância.

Primeira brasileira porta-voz de pacientes com DF/SMA na América Latina.

Dois países de atuação: Brasil e Estados Unidos.

Publicações

Pesquisa Publicada

Artigos revisados por pares, uma dissertação e um capítulo de livro, em português e em inglês.

  • 2022

    Invisible Beings: An Overview of People with Disabilities' Circumstances in Japan

    Revista Estudos Japoneses, Universidade de São Paulo, n. 48. Tradução para o inglês do original em português de 2020.

    Revista
  • 2021

    COVID-19 no Japão: o que (não) explica a incidência relativamente baixa

    Carta Internacional, ABRI.

    Revista
  • 2021

    Dissertação de Mestrado sobre o Japão como Primeira Sociedade Superenvelhecida

    Universidade de São Paulo. Envelhecimento, declínio populacional e a condição das mulheres japonesas.

    Dissertação
  • 2021

    Capítulo no eBook Prezada Cultura

    Capítulo colaborativo.

    Livro
  • 2020

    Seres Invisíveis: Um Panorama sobre a Condição de Portadores de Deficiência no Japão

    Revista Estudos Japoneses, Universidade de São Paulo, n. 44. Original em português.

    Revista
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Palestras & Presença Pública

No Palco e No Ar

Falo em português e em inglês, para plateias acadêmicas e para pessoas que nunca leram um artigo científico na vida. Os registros são diferentes. As evidências são as mesmas.

  • 2024

    Professora convidada, Segurança, Estratégia e Defesa: Geopolítica no Continente Asiático

    GEASIA / USP.

  • 2023

    Entrevista, Rádio Senado

    Sobre o Japão e o envelhecimento populacional.

  • 2023

    Debatedora, evento da Fiocruz

    Sobre saúde, envelhecimento e políticas públicas.

  • 2022

    Debatedora, mesa-redonda sobre acessibilidade

    Sobre infraestrutura para pessoas com deficiência no Brasil e no Japão.

Bia Kaori Mi apresentando em um evento

Ensino

Ensinar Atravessa Tudo

Ensinar nunca foi uma atividade secundária. É onde descubro se um argumento realmente se sustenta, porque uma sala de aula avisa na hora quando ele não se sustenta.

  • 2021-22

    Professora e Presidente de Admissões, Academia Julia Lopes de Almeida

    Docência e condução do processo seletivo de uma academia mantida por voluntários.

    Academia
  • 2021-22

    Professora voluntária de inglês, English for Beginners

    Ensino gratuito de inglês para estudantes brasileiros sem acesso a aulas pagas.

    Voluntariado
  • 2021

    Professora de português para refugiados, OPIR

    Português como língua de acolhimento para refugiados haitianos e outros migrantes em situação de risco.

    Voluntariado
  • 2021

    Professora convidada e organizadora de curso, GEASIA / USP

    Cursos de extensão sobre geopolítica asiática, sociedades em envelhecimento e relações Japão-Brasil.

    Universidade
  • 2007-09

    Professora de japonês e desenho mangá, Colégio Integrado Global

    Ensino de língua japonesa e ilustração mangá para estudantes em idade escolar.

    Escola

Serviço

Trabalho Voluntário

Entre 2021 e 2022 contribuí com mais de vinte organizações não governamentais como líder de equipe, gerente de projetos, professora, tradutora, editora e mentora.

  • FD/MAS Alliance2023-PresentePorta-voz de pacientes e familiares
  • English for Beginners2021-22Professora voluntária de inglês
  • OPIR, Organização Pelos Imigrantes e Refugiados2021Professora de português para refugiados
  • Academia Julia Lopes de Almeida2021-22Professora e Presidente de Admissões

Foco Atual

No Que Estou Trabalhando Agora

Pesquisa Ativa

Políticas para Pessoas com Deficiência, Brasil e Japão

Continuidade da análise comparativa de legislação, infraestrutura e experiência vivida, com ênfase no que de fato se transfere entre sistemas jurídicos.

Militância

Militância DF/SMA, Brasil

Atuação contínua com a FD/MAS Alliance: campanhas de conscientização, tradução de materiais e construção de comunidade para pacientes de língua portuguesa.

Publicação

Produção Acadêmica em Andamento

Preparação de novas contribuições acadêmicas sobre estudos da deficiência e políticas de envelhecimento pelo grupo GEASIA na USP.

Ensino & Palestras

Disponível para Eventos e Palestras

Aceito convites para aulas acadêmicas, palestras corporativas e participações na imprensa sobre acessibilidade, envelhecimento, relações Japão-Brasil e doenças raras. Em português e em inglês.

Com Gratidão

Agradecimentos

Pais & Família Japonesa

Pelo amor e apoio incondicionais em todas as fases da vida, sempre com ética e generosidade como exemplo.

Professores & Orientadores

Pela riqueza intelectual e pela orientação ao longo de toda a trajetória acadêmica na USP e além dela.

Amigos

Pelo riso, pela leveza e pelo incentivo em cada projeto e em cada temporada difícil.

Equipe de Marketing

Pela criatividade e pelo cuidado desde o começo, antes mesmo de este projeto ter um nome. Um agradecimento especial a Ana Paula e Diego.

Comunidade DF/SMA

Pela conexão, pelo aprendizado compartilhado e pela coragem de militar publicamente através das fronteiras.

Criação da Logo

Por uma arte que traduz exatamente quem eu sou, com precisão e afeto. Criada por Sofia.

Perguntas Frequentes

O Que Mais Me Perguntam

Em que idiomas você fala e apresenta?

Apresento em português e em inglês com igual desenvoltura. Também leio e trabalho em francês e em japonês, o que importa mais para as fontes do que para o palco. Se o seu evento precisa de uma sessão bilíngue ou de material simultâneo nos dois idiomas, isso é simples de organizar.

Sobre quais temas você palestra?

Envelhecimento populacional e o que a experiência japonesa oferece a outros países; acessibilidade e políticas para pessoas com deficiência; relações Japão-Brasil e identidade da diáspora; e a vivência com uma doença rara. As palestras podem ser adaptadas para públicos acadêmicos, corporativos, de saúde ou gerais.

Você atende à imprensa?

Sim, nos dois idiomas, inclusive em prazo curto para jornalistas em fechamento. O formulário de contato é o caminho mais rápido, e o histórico completo de aparições está na página de Mídia.

Você aceita colaborações de pesquisa?

Sim. Estou aberta a trabalhos comparativos sobre envelhecimento, acessibilidade, políticas para pessoas com deficiência e relações Japão-Brasil, sobretudo projetos que tratem a experiência vivida como evidência, e não como anedota.

Como organizadores devem entrar em contato?

Use o formulário desta página e selecione o tipo de contato adequado. O kit de palestras traz as informações práticas que organizadores costumam precisar em seguida: formatos, temas e requisitos.

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Seja você jornalista em fechamento, organizador de evento, pesquisador em busca de colaboração ou simplesmente alguém curioso: preencha o formulário e eu respondo em poucos dias. Respondo em português ou em inglês.

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